quinta-feira, 28 de julho de 2011

Psicotexto

Provavelmente um dos livros mais brilhantes de Freud, Psicopatologia da Vida Cotidiana pode ser lido também pelas suas qualidades literárias. É como um bestiário, uma coleção de mitologias modernas, um acesso à vida mental pelos fragmentos inacabados dos caminhos que ela percorre. O extrato abaixo pode ser lido como o motivo de um conto. Ele revela o que a sabedoria popular a muito nos diz, que somos traídos pelos nossos pequenos erros, que pequenos gestos podem revelar intenções profundas.


“Após demoradas lutas internas, esse jovem extremamente cauteloso conseguiu chegar ao ponto de propor casamento à jovem que o amava há muito tempo, assim como ele a amava. Acompanhou a noiva até a casa dela, despediu-se e, na maior felicidade, entrou no bonde e pediu duaspassagens. Cerca de seis meses mais tarde ele havia casado, mas sem conseguir adaptar-se à felicidade da vida conjugal. Estava em dúvida quanto a ter feito bem em se casar, sentia falta das antigas relações com seus amigos e via muitos defeitos em seus sogros. Certa noite foi buscar a jovem esposa na casa dos pais dela, entrou no bonde com a esposa e contentou-se me pedir apenas uma passagem.” Pág. 272/273

Psicopatologia da Vida Cotidiana. Sigmund Freud – Imago Editora, 1976 RJ.

terça-feira, 26 de julho de 2011

LANÇAMENTO E COQUETEL


Venha conhecer o lançamento do livro Conexões de Norman Lance publicado pela Editora Planeta.

Conexões é um livro repleto de intrigas, suspense e com um enredo que lida com um dos grandes temores humanos: quanto poder tem a nossa mente e do que os cientistas são capazes para explorá-la?

Norman Lance questiona os limites do ser humano em um suspense arrepiante.

Endereço:
Livraria da Vila
R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena – São Paulo/SP

(11) 3814.5811

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Começo...


CONEXÕES

quando se ousa romper as fronteiras da mente...

“O TODO é MENTE; o Universo é Mental”

Corpus Hermeticum

“Em uma questão de poucos anos, a TNA irá oferecer uma solução segura, saudável e sem efeitos colaterais para condições mentais que hoje são tratadas com drogas pesadas.”

Boris Dortman

Vice-Presidente da TNA.

In: Quaternário de Biociências. Nov. 1999.


CAPÍTULO 1

Março de 2001

O toque do telefone rompeu o silêncio da madrugada. Apesar do horário, Adrian estava acordado, debruçado em um dos mais intrigantes livros do mundo ocidental; o Grimorium Verum. A verdadeira origem do livro é discutida ainda hoje. Acredita-se que foi escrito em algum ponto do século 13 por um certo Alibek, o egípcio, e publicado no Cairo. O Grimorium Verum é tido como um dos livros mais atrozes do gênero, em especial devido ao ritual de necromancia descrito em detalhes. E era justamente isso o que mais atraia Adrian. Ele tinha grande interesse nas ciências antigas, na forma como os conhecimentos mais diversos, como os da Goetia, da magia, dos sutras hindus ou das revelações dos sufis, poderiam se relacionar com a ciência moderna. Alguns pensadores mais extremados chegam a afirmar que a ciência moderna nada mais é do que a redescoberta de tudo aquilo que já está escrito em tratados místicos. Os seguidores dessa linha de pensamento têm fortes evidências. Nos Vedas, por exemplo, milênios antes de filósofos europeus calcularem erroneamente a idade da Terra com base em mitos bíblicos, já se dizia que o universo era composto de inumeráveis planetas e tinha bilhões de anos. O Princípio da Vibração, contido no Caibalion, um texto que remonta ao Antigo Egito, postulou algo que só viria a ser afirmado pela física quântica; a inata vibração de tudo que existe. Descobertas feitas a partir da relatividade foram antevistas em escrituras zen, e milhares são as outras evidencias que surgem a cada dia.

Leia a continuação em

Primeiro capítulo completo em

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Escrevendo

Alguns dizem psicografar. Recebem espíritos que guiam sua mente na construção de livros que eles ignoram o conteúdo. Alguns podem até mesmo escolher o espírito que neles irá encarnar (será que no futuro alguém irá produzir Harry Potter 23; Os Lusíadas 2 – A Missão; ou A Volta de Dom Casmurro?).

Eu só escrevo. Mas sei que é possível através de escrita entrar em umbrais mais interessantes do que a estética dos espíritos nos mostra. Não que os tenha alcançado, mas qualquer expressão artística pode nos libertar das banalidades do dia a dia e nos lançar no profundo esquecimento das sensações corriqueiras. Parar de pensar nos problemas, parar de relembrar o dia, esquecer os incômodos e deixar alguma parte mais remota preencher nossos pensamentos.

Assumir o irreal é algo comum aos atores. Eles, todos pensam, literalmente encarnam os seus personagens, são cruéis um dia e no outro interpretam um amante (dizem que Val Kilmer ao interpretar Jim Morrisson exigia ser chamado por “Jim” no estúdio). Mas o ator, apesar de viver sua criação, algo que o escritor não consegue, segue um plano. O escritor tem diante dele o desconhecido, e com isso o ilimitado, pois escrever permite viver outro corpo, outra mente, sentir lugares extintos, tocar objetos irreais, ter relações que nunca tivemos. Nos permite mergulhar na mente de um fanático, nos bocejos de um promotor corrupto ou destroçar um cadáver a procura de um fio de ouro que caiu na última refeição do defunto. A literatura, que é uma expressão tão intimista, onde o autor prescinde do contato direto com o público, nos permite explorar os nossos limites pessoais. Os limites da literatura são, na verdade, os limites do autor e do leitor, da nossa pobreza, da miséria do mundo.

Mais em:

http://www.editoraplaneta.com.br/descripcion_libro/8146

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Escrita Criativa

3 Elementos essênciais do texto de ficção

1. Personagem

Quando dizemos que um personagem é um elemento de uma história isso quer dizer que ele pode ser identificado nela. Ele é uma peça dentro da história. Nesse caso, uma peça essencial, pois não existem histórias sem personagens. Eles podem ser uma TV (como no livro 54, de Wu Ming), uma cigarra (La Fountaine), ... mas ele é inevitável, pois sem ele (e os demais elementos essências) o próprio ato de criar uma história fica comprometido.

Nem mesmo as inovações advindas do modernismos e movimentos posteriores (que tinham o objetivo explícito de descontruir o texto e seus valores) logrou eliminar os elementos essências da ficção.

É possível escrever um livro de aforismas, pensamentos, uma crônica, um texto acadêmico ou de outro tipo sem que haja personagens, mas não é possível escrever uma ficção sem o personagem.


EXPLORE SUA CRIATIVIDADE, SE TORNE UM ESCRITOR OU ESCRITORA, MOSTRE AO MUNDO O SEU POTENCIAL COM AJUDA DO CURSO ESCRITA CRIATIVA (CONTATO: conexoesbr@yahoo.com.br), ON-LINE OU NA SUA CIDADE.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cursos Gratuitos!

Neste mês de Julho estou organizando vários mini-cursos gratuitos e dicas sobre como escrever e publicar um livro. Estou fazendo isso para divulgar o livro Conexões, publicado pela editora Planeta.

Você terá a oportunidade de tirar dúvidas, entender os passos mais importantes para escrever e publicar um livro (com ênfase na publicação independente).

Para participar, deixe um comentário aqui ou mande um e-mail para conexoesbr@yahoo.com.br e você receberá uma lista com os horários e dias disponíveis. A maioria dos cursos será feito pelo Skype.

Confira também dezenas de matérias sobre o assunto neste blog e nos links do Orkut:


Quando o sistema de uma grande empresa de novas tecnologias é invadido, um projeto secreto de psicocirurgia corre sérios riscos. Se as informações vazarem, as conseqüências serão terríveis... O projeto envolve controle emocional através do implante de eletrodos no cérebro. O que deveria ser o avanço de uma técnica em uso desde os anos 50 se tornou um quebra-cabeça que deixou os cientistas perdidos. Eles estavam se deparando com padrões mentais que escapavam a toda explicação... Para piorar tudo, alguém parecia estar sabotando o projeto, desviando-o para outros fins, tornando-o cada vez mais nefasto. Mas isso é apenas o começo de uma avalanche de acontecimentos de tirar o fôlego. Escrito num ritmo alucinante, que prende o leitor desde as primeiras linhas, CONEXÕES é um livro recheado de intrigas, manipulações, assassinatos e mistérios científicos.

Ver o livro

http://tinyurl.com/5rvvaav

Mais sobre Conexões

http://conexoes-lance.blogspot.com

O Domínio da Mente

“Em uma questão de poucos anos, a TNA irá oferecer uma solução segura, saudável e sem efeitos colaterais para condições mentais que hoje são tratadas com drogas pesadas.”

Estas foram as palavras de Boris Dortman, Vice-Presidente da TNA, em 1999. Naquele tempo ainda não era claro o que ele queria dizer com isso. Somente os anos iriam indicar que, por trás dessas palavras, havia um complexo e extremamente caro projeto, pouco conhecido pelo grande público, que tinha o objetivo de controlar a mente através do uso de eletrodos.

Desde meados do século 20 inúmeras cirurgias tem sido realizadas afim de implantar eletrodos no cérebro. Usados com os mais variados objetivos, os eletrodos emitem pequenas descargaras elétricas que podem alterar o comportamento de seres humanos. Mas o que aconteceria se essa técnica (controversa, perigosa, ilegal em muitos países) fosse usada para explorar os limites da mente humana? Para tentar descobrir se nós podemos desenvolver poderes paranormais?

Mais em http://conexoes-lance.blogspot.com/
http://tinyurl.com/5rvvaav



Publique o seu Livro 7

Revisão gramatical e ortográfica

É aconselhável que seja feita por um profissional, mesmo quando o autor se julgar capaz.

A opção mais em conta é procurar estudantes universitários de letras (indicados por professores).

A maior desvantagem de se contratar um serviço é trabalhar com pessoas que você não conhece bem, sendo difícil saber o quão boa foi a revisão, e se foi feita com cuidado. Novamente, procure por referências caso contrate alguém.

A revisão gramatical e ortográfica deve ser feita após a revisão do conteúdo. Ela é o último passo da formatação do texto. A partir daí, você começará a cuidar de como o seu arquivo irá se transformar em um livro.

Formatação física do livro

Agora você decidirá qual será o tamanho do seu livro, tipo da folha, tamanho do texto em cada página, fonte da letra, entre outros. Existem 11 aspectos da formatação física do livro que precisam ser entendidos (caso queira conhecer em detalhes cada um deles, participe do curso "Publique o seu Livro", conexoesbr@yahoo.com.br; confira abaixo o resumo dos aspectos mais importantes).

Fonte

A fonte de um livro é algo com o qual todo autor deve se preocupar. Mas não se preocupar demais. Você só tem que saber algumas coisas essenciais:

Existem dois tipos de fontes, as com serifa e as sem serifa.

Esse é um tipo de fonte sem serifa, e esse é um tipo de fonte com serifa.

As serifas são as curvinhas na letra, que permitem uma leitura mais fluída. Então, para textos impressos longos, prefira fontes com serifa.

Outro ponto importante: evite os extremos. Uma fonte banal como a Arial ou Times New Roman não é atraente. Estamos cansados de vê-las em jornais, revistas, Internet, currículos, cartas.... tente algo novo, porém... não caia no extremo. Não use fontes rebuscadas demais, como góticas, em estilo árabe ou que imitam escrita a mão. Ler um texto longo com fontes assim é uma verdadeira tortura e não gera nenhuma simpatia nos seus leitores. O melhor é escolher uma fonte similar a garamond, times, goudy, sabon... pois elas são de fácil leitura e, por serem similares a fontes amplamente usadas, os leitores estão familiarizados com sua forma (tornando a leitura mais rápida), além de dar uma boa apresentação para o seu livro.

Uma boa forma de encontrar a fonte ideal para o seu livro é dar uma olhada em outros livros do mesmo gênero que o seu. Em alguns consta a fonte usada na última página do livro. Caso não tenha, tente memorizar e depois visite um site para encontrar uma que seja similar.

O www.dafont.com é provavelmente o site de fontes mais popular do mundo. No tema SERIF você encontrará centenas de fontes de fácil leitura e que se aproximam da convencional Times.

Para textos na Internet, as fontes sem serifa (como Arial) são as mais indicadas. Ainda não se sabe a razão, mas em uma pesquisa feita pelo Dr. Ralph F. Wilson, um consultor de negócios, mostrou que quase 2 em cada 3 pessoas preferem ler um texto em Arial (sem serifa) do que em Times New Roman (com serifa) na Internet. Ele notou também que a fonte Verdana é a mais indicada para textos pequenos.

Existem ainda algumas pequenas questões quanto a fonte que usar, como o tamanho. O padrão é a Times New Roman 12. Menor do que isso a leitura fica um pouco prejudicada. Um tamanho 12,5 ou até 13 é ainda bom. Se o seu livro se destinar a crianças ou a um público mais velho, você pode até pensar em usar 13,5 ou 14, ainda que 13 com um espaçamento 1,5 ou superior já será o suficiente.

Como os tamanhos das fontes não são padronizados (Arial 10, por exemplo, é maior do que a Times New Roman 10, que é maior do que a Verdana 10) compare a sua fonte com a Times 12 e encontre o tamanho apropriado.

A última coisa: use apenas uma fonte no do seu livro. Tudo bem se a capa tiver outra fonte, mas no interior use apenas uma. Isso melhora em muito o visual do livro, o que é vital quando se quer trabalhar com livrarias e distribuidores, e facilita a leitura.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ocultismo e Ciência Moderna

Adrian estava acordado, debruçado em um dos mais intrigantes livros do mundo ocidental; o Grimorium Verum. A verdadeira origem do livro é discutida ainda hoje. Acredita-se que foi escrito em algum ponto do século 13 por um certo Alibek, o egípcio, e publicado no Cairo. O Grimorium Verum é tido como um dos livros mais atrozes do gênero, em especial devido ao ritual de necromancia descrito em detalhes. E era justamente isso o que mais atraia Adrian. Ele tinha grande interesse nas ciências antigas, na forma como os conhecimentos mais diversos, como os da Goetia, da magia, dos sutras hindus ou das revelações dos sufs, poderiam se relacionar com a ciência moderna. Alguns pensadores mais extremados chegam a afirmar que a ciência moderna nada mais é do que a redescoberta de tudo aquilo que já está escrito em tratados místicos. Os seguidores dessa linha de pensamento têm fortes evidências. Nos Vedas, por exemplo, milênios antes de filósofos europeus calcularem erroneamente a idade da Terra com base em mitos bíblicos, já se dizia que o universo era composto de inumeráveis planetas e tinha bilhões de anos. O Princípio da Vibração, contido no Caibalion, um texto que remonta ao Antigo Egito, postulou algo que só viria a ser afirmado pela física quântica; a inata vibração de tudo que existe. Descobertas feitas a partir da relatividade foram antevistas em escrituras zen, e milhares são as outras evidencias que surgem a cada dia.

Mais em Conexões, www.conexoes-lance.blogspot.com


terça-feira, 28 de junho de 2011

O Poder da Ficção

A literatura permite viver outro corpo, outra mente, sentir lugares extintos, tocar objetos irreais, ter relações que nunca tivemos. Nos permite mergulhar na mente de um fanático, nos bocejos de um promotor corrupto ou destroçar um cadáver a procura de um fio de ouro que caiu na última refeição do defunto. Podemos pensar como seres inexistentes que falam línguas que deveriam ser bizarras mas que, por mais que nos esforcemos, ainda soam tão humanas.

Hoje os céus têm limites, as chuvas podem ser previstas, mistérios são desmanchados, a natureza dominada, mas a nossa mente permanece, desde o começo do ser humano, com o inabalável poder de ir sempre além. A literatura, que é uma expressão tão intimista, onde o autor prescinde do contato direto com o público, nos permite explorar os nossos limites pessoais. Os limites da literatura, na verdade, são os limites do autor e do leitor, da nossa pobreza, da miséria do mundo.

Fiquei imaginando como seria entrar na mente de uma outra pessoa. Mas uma pessoa comum, que tivesse, como todos nós, alguma lembrança que a marcou. Chamei essa experiência de:

Livro dos Mortos do Antigo Egito

Eu só vi um cadáver em minha vida. Do corpo borrado nas ferragens do acidente na estrada só lembro da blusa de lã azul. Há alguns dias, no entanto, assisti à morte de um amigo. Não foi o seu corpo morto, mas a sua morte. O corpo é o refugo da vida, o óleo que se estagna nas engrenagens enquanto o fluxo desliza sobre elas. Encarar um cadáver é questão de hábito. Para um agente funerário ele é o que uma massa é para o pizzaiolo, uma alface para o agricultor. Se não percebêssemos o cheiro, as marcas, a cor da pele, a respiração, como distinguiríamos o morto daquele que dorme?

Assistir a morte é acompanhar as angústias, medos, dúvidas, inspirações e emoções da certeza do fim. Ninguém estava com ele, só eu. Ignoro porquê, nunca fomos tão íntimos. Dentre todos os familiares e amigos, por que fui a única que continuou ao lado dele? Foi a morte, negando tudo, que criou os nossos laços de amizade, e não a vida com suas banalidades.

Um dia passando apressada pela rua vi aquele livro. Porque o comprei (nunca leio) não sei, mas o coloquei na bolsa e fui ao hospital. Durante o caminho pensei em dar a ele. Chegando no quarto me envergonhei em ter imaginado dar para alguém naquela situação um livro escrito ao longo de 3 ou 4 milênios atrás, que se confunde com esoterismo, auto-ajuda, ocultismo... Minha razão repudiou meu primeiro pensamento em dar o livro a ele, mas uma parte de mim, meio inconsciente, cruelmente o quis ver sofrer. Somos assim, repletos de maldade. Então, logo que cheguei no quarto deixei a minha bolsa cair. Isso nunca acontece comigo. E pior foi ter, quando pegando a bolsa no chão, deixado o livro cair de dentro dela. Sou uma pessoa extremamente cuidadosa. Ter deixado o livro cair no meio do chão foi algo da parte cruel da minha personalidade (“o inconsciente”). Acho que comprei o livro só para ridicularizar o meu amigo. Era uma forma de puni-lo por estar fazendo com que eu perdesse algumas horas da minha semana indo ao hospital. Coisas que a gente pensa mas prefere fingir que não pensamos.

Ele adorava livros. Assim que o viu, esticou a mão em direção a ele. O entreguei sem uma palavra. Ele olhou com curiosidade, logo com perplexidade. Eu me senti envergonhada. Disse “tchau” novamente e sai. No outro dia ele estava morto... não, assim seria uma daquelas novelas sentimentais. Dois dias depois voltei. Ele estava numa situação deplorável. Sentia muita a falta de alguém. Quando me viu, seu rosto se transformou, parecia ter tomado uma dose de insulina ou qualquer coisa assim. Me abraçou chorando de alegria. Depois de 2 dias alguém que se preocupava com ele estava ali novamente. Esqueci o livro. Decidi que iria vê-lo todos os dias, até que um de nós morresse. Era o mínimo que eu deveria a um ser humano como eu.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cursos Gratuitos!

Neste mês de Julho estou organizando vários mini-cursos gratuitos e dicas sobre como escrever e publicar um livro. Estou fazendo isso para divulgar o livro Conexões, publicado pela editora Planeta.

Você terá a oportunidade de tirar dúvidas, entender os passos mais importantes para escrever e publicar um livro (com ênfase na publicação independente) etc...

Para participar, deixe um comentário aqui e mande um e-mail para conexoesbr@yahoo.com.br e você receberá uma lista com os horários e dias disponíveis. A maioria dos cursos será feito pelo Skype.

Confira também dezenas de matérias sobre o assunto neste blog e nos links do Orkut:


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Além dos Limites da Mente Humana

A tecnologia e ciência alcançaram o impossível. A cada dia penetra-se mais intimamente nos invisíveis componentes da matéria. A bomba atômica é conhecida há mais de meio século, a descoberta e domínio do DNA tornam reais as mais estranhas fábulas. Não apenas nos laboratórios se produz essa mágica materialista, no nosso dia a dia absorvemos a tecnologia que, ausente, não nos permitiria mais reconhecer quem somos. E, por mais absurdo que pareça, mal sabemos como essas tecnologias funcionam. Ficamos apenas a imaginar como um fio emite sinais que serão convertidos em imagens, sons ou filmes na tela do computador? Como uma televisão capta ondas invisíveis, transmitidas ao longo de quilômetros, e as transforma em pessoas, barulhos e emoções? Que tipo de poder é esse que nos permite com um aparelho menor do que a palma da mão comunicar, em tempo real, com alguém nas regiões mais longínquas do mundo?

Se prestarmos atenção aos objetos ao nosso redor, do plástico de uma embalagem a um helicóptero cortando o céu, do brilho hipnotizante da TV aos Cd’s vendidos nas ruas por R$ 2,00, nos espantaremos como a tecnologia criou tanto, em tão pouco tempo, nos deixando ignorantes sobre como tudo isso funciona. Mas ainda assim, apesar da nossa ignorância, nos adaptamos a todas as novas criações, usamos celulares, Internet, e-mail, dvd’s, mp3 e toda espécie de inovação que adentra no nosso cotidiano. No entanto, quando temos que enfrentar o sofrimento, apelamos não somente para as novas drogas da industria farmacêutica, pelos métodos mais avançados da psicoterapia, mas antes de mais nada nos agarramos em crenças criadas a 1.500, 2 mil, ou 3 mil anos atrás.

Quando o desespero e a morte, a dor e a incompreensão nos afligem, são para idéias religiosas formadas milênios atrás que nos voltamos. Procuramos respostas em escrituras empoeiradas e esquecemos o ruidoso mundo da tecnologia. Não nos importa que aqueles que criaram essas ideias, as recitaram ou escreveram, viviam em desertos em tudo diferente da nossa vida cotidiana, que os limites do universo deles era o limite de suas vilas, que pensavam que sob as nuvens criaturas mágicas habitavam e viam demônios sempre à espreita. Nada disso importa, pois quando se torna necessário abandonamos os confortos da tecnologia e procuramos uma razão para o nosso sofrimento em qualquer afirmação que nos diga que, em algum lugar, em um momento qualquer do futuro, tudo terá sentido, o que foi errado será concertado e a alegria cobrirá as dores.

Isso, antes de mais nada, mostra quão pouco nossa civilização orientada na dominação do meio natural e social, onde a tecnologia penetra todos nossos poros, ainda é nula quando solicitada para nos dar um entendimento melhor de quem somos, do que é a nossa mente e de como podemos conviver melhor com as disposições mentais que enfrentamos ao longo da vida.

Agora, imagine se a tecnologia que dispomos fosse usada para explorar ao máximo os limites da mente humana? E se eletrodos fossem implantados no cérebro para aliviar dores, apagar traumas, acabar com a depressão ou violência? Por mais estranha que essa possibilidade possa parecer, ela é real! Há pelo menos 50 anos cientistas tem usados eletrodos para alterar reações cerebrais em projeto pouco divulgados, com resultados assustadores. E esse é o principal ponto que exploro no meu livro Conexões, que mistura informações acuradas em uma narrativa de ação, mistério e, sobretudo, explora os limites da mente humana!



CONEXÕES

Ouse ir além...

Mergulhe no que há de mais incrível sobre a mente humana!

Descubra como a mente humana tem sido explorada pela ciência moderna. Acompanhe o drama de pacientes vítimas de cientistas sem escrúpulos, vivencie as mudanças que a tecnologia pode realizar no cérebro humano, descubra o lado sombrio de cada um de nós...

Inspirado em fatos reais, CONEXÕES é um daqueles livros de ficção que você não consegue parar de ler. Cada página traz uma eletrizante surpresa... é emoção do começo ao fim.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Livro Independente - A Era das Maquinas

Convido todos a terem um primeiro contato com o livro de Alexandre do Vale, A ERA DAS MÁQUINAS, através do site:
- onde se encontram disponíveis para leitura as 30 primeiras páginas.
Futuramente, teremos a obra a preço mais acessível devido a negociações com patrocínios.
Saiba mais:

A ERA DAS MÁQUINAS

A Era das Máquinas, em sua vertente criativa, é um livro de ficção. Porém, nas estórias que se entrelaçam em contos minuciosamente trabalhados, seus capítulos enaltecem e evidenciam o caminho da reflexão do leitor no trato dos sentidos. É onde encontramos como fundo uma sociedade por vezes automatista, carente do conhecimento mais profundo de si mesma em seus esforços diários.

Viaje pelas experimentações verbais de um teatro; acompanhe confidências e homenagens de cartas diversas ao personagem principal; seja cúmplice de linhas que unem a vida e a morte numa cidade interiorana; reúna todas as estórias em única unidade motora: o pensamento.

Em sua primeira obra, o autor traça linhas vivas na imaginação, convidando-nos a uma descoberta literária de rara experimentação e beleza.

O AUTOR
por Norman Lance
Alexandre do Vale é artista gráfico de formação. Mineiro de Resplendor, em contato com a arte desde cedo, aplica seus conceitos de vida em uma obra repleta de virtuosismo e originalidade a respeito da relação do homem com o progresso tecnológico-industrial.
Seu primeiro livro, A ERA DAS MÁQUINAS, é uma oportunidade de se envolver com uma obra estudada e pura, repartida em suas páginas trabalhadas em estilo marcante.
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Gd abrço!
Alexandre do Vale
31 8696 0022